Um dos ensaios mais realizados por nós, o ensaio de tração oferece diversas informações sobre as propriedades mecânicas de um material.
Basicamente, um corpo de prova é submetido a um esforço (força) uniaxial que tende a alongá-lo até à fratura.
O ensaio pode ser realizado em produtos acabados ou em corpos de prova. Em produtos acabados, o ensaio procura simular as condições de uso/funcionamento. Já em corpos de prova, é possível analisar as propriedades do material independente das estruturas/formato, permitindo a comparação e reprodução dos resultados. O formato e medidas dos corpos de prova são determinados através de normas técnicas como ABNT e ISO. Isso acontece devido ao fato de que propriedades como limite de elasticidade, resistência, alongamento e etc, são diretamente afetadas pelo formato e tamanho da peça a ser analisada, e também pela velocidade de aplicação da carga.
Como é realizado?
O corpo de prova ou produto acabado é fixado pelas suas extremidades nas garras de fixação da máquina de tração. É então aplicada uma força através da aplicação de uma carga gradativa e registrando cada valor de força correspondente a um diferente tipo de alongamento do material (alongamento este medido por um extensomêtro). O ensaio termina quando o material se rompe ou até o limite da máquina.
O corpo de prova é estirado sofrendo uma estricção na região central da peça, conforme a figura abaixo. A ruptura sempre se dá nessa região. Exceto se um defeito interno no material, fora dessa região, promova a ruptura.

Gráfico de Tensão x Deformação – Demonstração da região central do corpo de prova.
Quais são os resultados?
Como resultado, obtém-se um gráfico tensão x deformação. Através dele é possível analisar o comportamento do material do início do ensaio, até a ruptura, e obter as informações descritas na imagem:

Gráfico de Tensão x Deformação
Somado a estes elongação na ruptura, tensão na ruptura, deformação na ruptura, o limite de resistência à tração (ou Tensão máxima de Tração) e deformação no escoamento.
Além dos fatores já mencionados, os resultados podem ser afetados pelo tipo de polímero, temperatura de realização do ensaio, presença de fibras, cargas e outros fatores.
No próximo artigo nós iremos explicar a influência destes fatores.
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CALLISTER, W. D., Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Introdução. John Wiley & Sons, Inc., 2002.



