O Ensaio de Contração Pós Moldagem é responsável por medir as variações das dimensões de uma peça pós processada.
O que é o fenômeno de contração pós moldagem?
Os polímeros são processados em temperaturas suficientemente altas para garantir que o material permaneça no estado fundido e com uma viscosidade adequada para a moldagem.
Após adquirir o formato desejado, com a redução da temperatura, os polímeros se contraem, reduzindo algumas dimensões projetadas para a peça. Em geral, por conta do maior empacotamento das moléculas, polímeros semicristalinos apresentam uma contração maior, após a moldagem, em relação aos polímeros amorfos. Este processo é consequência da formação das estruturas cristalinas, nas quais as moléculas se organizam espacialmente de forma a ocuparem um volume menor. Já nos polímeros amorfos não ocorre tal organização molecular acarretando na presença de contrações mais brandas após o seu resfriamento.
Quais os problemas gerados pela contração pós moldagem?
O principal problema causado por este fenômeno é a variação dimensional existente entre o projeto e a peça final, ou seja, a diferença entre as dimensões da peça projetada e da peça final, podendo comprometer a aplicação para a qual o polímero produzido é destinado.
Este problema se torna mais grave em peças utilizadas em conjunto com outros componente, como parafusos, pinos e outras peças poliméricas encaixadas. Caso ocorra uma variação dimensional da peça plástica moldada acima das tolerâncias permitidas o desempenho da peça final estará totalmente comprometido.

Figura: Imagem ilustrativa do fenômeno de contração pós moldagem (Fonte: ptonline)
Como é realizado o ensaio de Contração Pós Moldagem?
O ensaio de contração pós moldagem consiste basicamente em moldar o material de interesse no formato de corpos de prova padronizados e posteriormente medir as dimensões da peça final comparando-as com as dimensões do molde utilizado em sua conformação.
Diferentes normas técnicas podem especificar o molde a ser utilizado na injeção da peça a ser utilizada no ensaio de contração. As mais comuns para este tipo de teste são a ASTM D955 e a ISO 294. No caso da ASTM D955 existem 3 tipos de moldes, conforme a figura abaixo:

Tipos de Moldes para o Ensaio de Contração Pós Moldagem (Fonte: Abis Mold Maker)
Dessa forma, através da medida das diferenças entre as dimensões finais da peça e as dimensões dos moldes, é possível obter quantitativamente a contração sofrida pela peça, onde o resultado do ensaio é apresentado de forma percentual.
Com o auxílio dos resultados deste teste é possível obter os parâmetros de processamento mais adequados para cada material, já que fatores como a temperatura do polímero durante o processamento e a taxa de resfriamento podem influenciar na intensidade da ocorrência deste fenômeno indesejado.
Além disso, o ensaio contribui no desenvolvimento de moldes para a conformação de polímeros, pois é possível considerar o percentual de contração sofrida pelo material nos cálculos dimensionais do projeto do molde, permitindo obtenção de peças com uma fidelidade dimensional maior em relação aos projetos.
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