A resistência química é uma importante característica de alguns polímeros, permitindo que esses materiais mantenham as propriedades desejadas inalteradas mesmo após serem expostos à condições ambientais e agentes químicos severos, como combustíveis e solventes, sem que necessitem de um tratamento ou proteção adicional.
Quando a resistência química do material não é adequada para uma determinada aplicação, diversos tipos de falhas podem ocorrer, como rupturas, alterações na coloração e na composição química do material, prejudicando o desempenho durante o uso. Dessa, forma a etapa de seleção do polímero a ser utilizado deve levar em conta a natureza dos agentes químicos que estarão em contato com o mesmo.
Como determinar a resistência química de um polímero?
A análise laboratorial de resistência química pode ser feita de maneira comparativa, onde as propriedades de interesse são avaliadas antes e após a exposição do material aos compostos químicos escolhidos para o ensaio. Desta forma é possível obter informações sobre quais propriedades de um determinado material são alteradas diante de um ataque químico.
O ataque químico realizado neste tipo de análise, visa expor o material diretamente às substâncias com as quais terá contato durante sua aplicação. Normalmente este procedimento é realizado através da imersão do corpo de prova em tais substâncias por um tempo e temperatura definidos, de acordo com o objetivo do teste ou com as especificações do material.

Figura: Resistência química Polímeros (Fonte: Intercept)
Em métodos mais simples os resultados são obtidos através de uma análise visual, realizada após o ataque químico, onde podem ser detectadas alterações perceptíveis a olho nu, como o surgimento de trincas e manchas.
Algumas alterações nas propriedades não são perceptíveis a olho nu, como por exemplo o decréscimo de propriedades mecânicas causadas pelo ataque químico. Portanto, em métodos de análises mais elaborados, ensaios complementares como o de tração, impacto, cor, microscopia e reometria podem ser empregados para que as medidas de algumas propriedades sejam comparadas através dos resultados obtidos antes e após o ataque químico. Este procedimento tem foco na busca por possíveis alterações físico-químicas causadas pela exposição química, como por exemplo degradação e mudanças na composição.
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