Alguns polímeros têm uma tendência natural a absorver água.
A umidade presente no ambiente é suficiente para fazer com que que alguns polímeros absorvam água. Dependendo da aplicação, a absorção de água é prejudicial ao desempenho do material. Da mesma forma, ela pode ser benéfica por agir como plastificante.
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Somado a isso, a absorção de água pode causar alteração nas dimensões e na massa do material, além de existir a possibilidade de extrair componentes solúveis. Dessa forma, é inevitável que propriedades do material como elasticidade, resistência à tração e impacto sofram alteração. A presença da umidade na estrutura do polímero é um dos fatores que causam sua degradação.
O polímero úmido também é mais permeável aos gases. Por exemplo, para a PA6 úmida, a permeabilidade do CO2 é três vezes maior do que para o PA6 seca.
Poliolefinas como PE e PP não possuem ligações químicas que são facilmente hidrolisáveis. Portanto, absorvem pouca água e não são tão afetados pela degradação causada pela água.
Absorção de água no Processamento
O processamento de materiais poliméricos é um processo que possui diversas variáveis. A presença da umidade é uma delas. Isso porque a presença de umidade excessiva pode causar a degradação prematura do polímero reduzindo sua viscosidade, além de afetar sua aparência. Esse tipo de falha é facilmente observado na moldagem por injeção.

Figura: Ensaio de Absorção de Água realizado na Afinko.
Por exemplo, ao se injetar PMMA sem o devido cuidado com a umidade, as peças injetadas terão baixa resistência ao impacto e baixa qualidade na superfície. O mesmo acontece com materiais como POM, PET e PBT.
Por isso, é importante se analisar dados de absorção de água dos polímeros. Assim, evita-se falhas prematuras relacionadas à umidade.
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